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Renault Captur e Nissan Kicks compartilharão a plataforma

Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi anuncia estratégias de longo prazo para o mercado global; as atuais quatro plataformas do “segmento B” na América Latina serão reduzidas a apenas uma

 

A Aliança-Renault-Nissan-Mitsubishi anunciou suas diretrizes de negócio para os próximos anos com foco em redução de custos e competitividade de sua linha em escala global. As medidas vão vão aumentar a uniformização na gama de veículos das duas principais marcas no Brasil. Segundo o comunicado, as variantes de plataformas para o “segmento B” (veículos compactos) utilizadas por Renault e Nissan na América Latina, que atualmente são quatro, serão padronizadas a apenas uma para ambas as marcas.

Apesar de compartilharem componentes mecânicos importantes (como, por exemplo, o mesmo motor nas versões 1.6), os compactos Nissan March/Versa e Renault Sandero/Logan utilizam plataformas distintas, assim como acontece entre os SUVs Kicks, Duster e Captur. Tudo indica que em suas próximas gerações ganharão mais sinergia. Na Europa, já existe a plataforma CMF-B, que dá origem ao atual Renault Clio e ao SUV Nissan Juke.

Em dezembro de 2018, o presidente da Renault para a América Latina, Luiz Fernando Pedrucci, havia adiantado essa tendência: na ocasião da celebração dos 20 anos da Renault no Brasil, o executivo revelou que as próximas gerações de Renault Captur e Nissan Kicks teriam plataforma e conjuntos mecânicos compartilhados, mas que “a simples troca de logotipos – conhecida como crossbadging/rebadging – não vai acontecer. Serão carros diferentes”.

A uniformização da plataforma de compactos das duas fabricantes no mercado brasileiro terá como referência a marca francesa ao invés da japonesa. Isso porque cada uma das marcas da Aliança passa a atuar dentro da nova estratégia como “líder” em determinadas regiões. Enquanto a Renault será a líder na América do Sul, Europa, Rússia, e Norte da África, por sua vez, a Nissan será referência na China, América do Norte e Japão, e a Mitsubishi Motors, no Sudeste Asiático e Oceania.

Este modelo de negócio é chamado pela Aliança de “leader-follower” e a expectativa das empresas é reduzir em até 40% os investimentos em modelos para veículos produzidos totalmente por meio desta estratégia. “Este novo modelo de negócios permitirá destacar as vantagens de cada empresa e as capacidades de performance, tirando proveito de suas respectivas culturas e legados. As três empresas da Aliança cobrirão todas as tecnologias e segmentos automotivos, em todas as regiões, beneficiando todos os clientes e aumentando suas respectivas competitividade, lucratividade sustentável e responsabilidade socioambiental”, disse Jean-Dominique Senard, Presidente do Conselho Operacional da Aliança e Presidente do Conselho de Administração da Renault.

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